Quinta-feira, 07 de junho de 2012, 21:54
Capa de 'Visions'Divulgação
Visões de Grimes
Cantora canadense Claire Boucher, conhecida como Grimes, se situa entre o sedutor e o efêmero
ROBERTO NASCIMENTO
O Estado de S.Paulo
O pop da artista, cantora e diretora canadense Claire Boucher, conhecida como Grimes, se situa entre o sedutor e o efêmero. Grimes canta fino em canções feitas com pouco: não mais que uma batida e um riff de sintetizador são necessários para que ela arquitete um hit como Genesis, segunda faixa de seu novo disco
Visions, que acaba de ser lançado no Brasil pelo selo carioca LAB 344.
Por todo hype que
Visions carrega como um disco viciante de electropop, é curioso que sua sequência de faixas demore para aquecer. Genesis, por exemplo, cria um ambiente com a primeira parte do disco. A voz de Grimes é distante e o restante das batidas funciona como um alicerce, para que os falsetes não saiam voando, como um balão perdido. Embora não seja imediatista, é uma estratégia de efeitos certeiros.
Lá pela sexta faixa,
Visions começa a exercer seu fascínio, e suas melodias contagiantes tornam-se mais claras. Ouça a excelente
Vowels = Space and Time, uma pepita de synthpop a la Cindy Lauper, com um sedutor trecho melódico após o outro. Grimes já disse que, por ser uma filha da era da internet, suas influências vêm de todos os lados. Encontram, aqui, uma fórmula pop afinadíssima.
GRIMES
Visions
LAB 344
Preços R$ (30 (em média)
ÓTIMO