Sexta-feira, 20 de janeiro de 2017, 09:39

Novo filme de Michael Moore 'invade' outros países para criticar EUA

Em ‘O Invasor Americano’, documentarista visita outras culturas para descobrir formas de organização social superiores às do seu próprio país

Luiz Zanin Oricchio
O Estado de S.Paulo

Na semana de posse de Donald Trump, com seu voluntarismo bélico, nacionalista e raivoso, talvez não haja programa melhor que o documentário O Invasor Americano, de Michael Moore, que nem sequer chegou ao circuito, mas se encontra disponível na Netflix. 

Moore é cineasta tido como panfletário, que se coloca nos filmes e fustiga sem dó as mazelas de seu país, do sistema de saúde ao intervencionismo em outras nações. Significa, para o cinema, o mesmo que Noam Chomsky é para a intelectualidade americana – não apenas uma reserva moral, mas resto de lucidez, consciência crítica, fios de energia no estado letárgico que parece fazer o mundo retroceder séculos de História em poucos anos. 

O imaginativo Moore bola um jeito engraçado para dar o pontapé inicial em seu filme. Recorre à ficção e faz os militares confessar que nenhuma de suas intervenções deu certo. Do Vietnã ao Iraque, ou saíram com o rabo entre as pernas ou tiveram desmascarados os pretextos para o ataque. Assim, os milicos terceirizam a Moore a função de invadir outros países e pilhar o que de melhor possam ter e trazer o butim para os EUA. 

O Invassor Americano

Cena do filme 'O Invasor Americano' com Michael Moore/Foto: Divulgação

Começa assim o périplo de Michael Moore, que visita e ouve gente em países como Itália, França, Portugal, Alemanha, Islândia e Tunísia entre outros. 
Nessa visita, descobre como a nação mais poderosa da Terra foi se distanciando dos ideais humanistas que inspiraram seus pais fundadores. Há um mundo a descobrir e, ao contrário do que pensa a “elite” brasileira, os Estados Unidos talvez não sejam o modelo melhor para nos servir de guia para o futuro. É um americano quem diz. 

Tags: [[foreach oTag in tags]] [$ oTag.tag $] [[/foreach]]