Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015, 09:34

Sessão Premiada. O Oscar das Salas 2015 vai para...

Em nosso Oscar das Salas, testamos todos os cinemas da cidade. A seguir, você confere a avaliação dos candidatos e, claro, os vencedores

Fernada Araujo

A cerimônia do Oscar 2015 ocorre neste domingo (22), em Los Angeles. Mas a preparação do Oscar das Salas de Cinema começou bem antes aqui no Divirta-se do Estadão. Desde o início de janeiro, a equipe do caderno formada por oito jornalistas saiu às ruas para testar e avaliar os 44 complexos existentes na capital. Como ocorre sempre em nossa já tradicional premiação, criada em 2005, todas as visitas foram feitas anonimamente – com ingressos e contas de bonbonnière pagas integralmente pelo jornal.

Os cineclubes e as salas especiais da cidade – como a Cinemateca e o CCBB – ganharam avaliação à parte, com comentários feitos pelo nosso colunista cinéfilo, o Cri-crítico.

Para termos uma referência dos preços de cada bonbonnière, fizemos um levantamento dos valores cobrados, em todos os cinemas, por uma pipoca pequena e um refrigerante médio – e revelamos os mais caros e mais baratos.

Também fizemos uma premiação ‘às avessas’, indicando as salas que tiveram as piores notas nas principais categorias. Nessa parte da reportagem, há ainda algumas situações desagradáveis com que nossa equipe se deparou durante as visitas (no mínimo, vale como dica de melhoria para alguns cinemas).

Nas próximas páginas, você confere o resultado dessa experiência.

28,1 foi a pontuação obtida pelo Cidade Jardim, de um total de 30 pontos possíveis – o que lhe dá o título de Melhor Cinema da cidade

NOSSA AVALIAÇÃO:

CATEGORIAS
Sala (visibilidade, projeção e som; distância entre tela e primeira fileira);
Programação (qualidade);
Poltrona (conforto, encosto reclinável, braço retrátil para casais);
Bilheteria (estrutura física, compra online, atendimento);
Instalações (sinalização, limpeza, banheiros, bebedouros, acessibilidade);
Bonbonnière (variedade, preços).

SALAS PREMIUM 
As seis categorias foram avaliadas de forma separada nas salas especiais, que têm poltronas maiores e serviços exclusivos.

PONTUAÇÃO
Para eleger os vencedores, foram dadas notas de 0 a 5 em cada uma das categorias.

MELHOR SALA

Uma sala ampla, limpa e bem sinalizada. A tela é imensa, com qualidade de som e imagem que chamam a atenção. A boa distância entre a primeira fileira e a tela faz com que até os que deixaram para comprar ingresso em cima da hora consigam ver o filme sem problemas. Por todas essas características, o JK Iguatemi ganhou nota máxima e ficou com o primeiro lugar na categoria. Logo atrás, na segunda posição, vem o Cidade Jardim.

MELHOR PROGRAMAÇÃO

Na cidade, há várias salas preocupadas em exibir uma programação de qualidade – que vai além dos blockbusters. Nesse grupo, estão, por exemplo, o Cine Caixa Belas Artes e o Espaço Itaú – Augusta. Mas, entre eles, um se destaca: o Reserva Cultural. O vencedor da categoria tem a vantagem de exibir filmes da Imovision, distribuidora de um dos sócios do espaço, o francês Jean-Thomas Bernardini. O foco na experiência de ir ao cinema é tanto que o local não vende nem pipoca.

MELHOR POLTRONA

Nenhuma ida ao cinema é boa se a poltrona não for confortável. As do JK Iguatemi e do Cidade Jardim quase conquistaram o primeiro lugar. Elas são muito confortáveis, têm encosto que reclina, e braços que podem ser levantados – o que é ótimo para os casais. Mas a estatueta acabou ficando para o Kinoplex Vila Olímpia. O que fez a vencedora ganhar pontos extras foi o espaço acima da média entre as poltronas – que faz com que mesmo pessoas bem altas consigam esticar as pernas.

MELHOR SALA PREMIUM

As cinco salas premium da cidade foram testadas: Kinoplex Vila Olímpia, JK Iguatemi, Cidade Jardim, Splendor e Iguatemi. Por um preço maior (os ingressos custam, em média, R$ 50), é possível ter regalias como poltronas largas – com apoio para pernas e vários níveis de inclinação –, além de serviço de garçom, com bebidas alcoólicas e petiscos mais sofisticados que a simples pipoca. Com nota máxima em categorias como poltrona e instalações, a vencedora foi a do Cidade Jardim.

MELHOR BILHETERIA

A bilheteria do VillaLobos conquistou por sua boa estrutura (os guichês costumam ter atendentes em número suficiente para a demanda do horário; há terminais de autoatendimento; e os óculos 3D foram entregues já no ato da compra), aliado a um atendimento paciente e solícito. No dia da visita do Divirta-se, o funcionário se empenhou em explicar à repórter as formas de desconto para clientes Bradesco e Vivo.

MELHORES INSTALAÇÕES

As instalações do Cidade Jardim reúnem funcionalidade e bom gosto. Com arquitetura e decoração neutra, os espaços são bem sinalizados. Em frente à área da bilheteria e da bonbonnière, há mesas e sofás confortáveis. Há três bebedouros – um deles, com altura própria para deficientes. Os banheiros têm limpeza impecável. E os frequentadores da sala premium contam ainda com um espaço de convivência exclusivo.

MELHOR BONBONNIÈRE

No Espaço Itaú – Augusta, a bonbonnière é um convite a mais para ocupar as mesas e bancos de seu simpático saguão. Ali, são vendidos, além dos tradicionais quitutes de cinema – como pipoca (a pequena custa R$ 7), chocolates e balas –, algumas opções mais artesanais, como os biscoitos de chocolate com castanhas. Em um segundo balcão, há cafés, chás, salgados, bolos caseiros, brownies e pães de mel.

 O saguão que recebe os frequentadores do Anália Franco impressiona pelo tamanho. Mas, ao se observar alguns detalhes, o cinema deixa de ser tão ‘grandioso’. Apesar de ter poltronas confortáveis, apenas as das duas últimas fileiras levantam os braços. O banheiro para deficientes conta com apenas uma cabine. Bebedouro também tem só um. E o atendimento da bonbonnière poderia ser mais rápido e gentil.

Ponto alto: A sala tem inclinação boa e a poltrona tem braço de couro
Ponto baixo:  A bonbonnière é fraca e o mo lho dos nachos havia acabado

No cinema do shopping Boavista, os problemas foram corriqueiros. No dia da visita, a bilheteria avisava não aceitar nenhum tipo de cartão, o que fez alguns darem meia volta. O hall do cinema estava quente e a sessão, atrasada em mais de dez minutos, só teve início porque a reportagem questionou um dos funcionários. Para piorar, no corredor de acesso à sala, uma estante encostada na parede atrapalhava a locomoção.
Ponto alto: Funcionários da bonbonnière simpáticos no atendimento
Ponto baixo: Falta pontualidade. Sessão atrasou mais de dez minutos

A principal atração do Bourbon é a sala de tecnologia Imax, com cadeiras confortáveis e uma mega tela. Mas as outras salas também não ficam prejudicadas no quesito qualidade de som e imagem. A programação é diversificada e inclui tanto blockbusters quanto produções de fora do circuito comercial.

Ponto alto: Além das bonbonnières, há dois espaços para café
Ponto baixo:  Alguns assentos na sala Imax dificultam a experiência 3D

Na região da Avenida Paulista, o Bristol é um cinema de blockbusters em meio a um entorno repleto de ‘cinemas de arte’. A sala é espaçosa e a qualidade de projeção e de som garantem uma boa experiência, se vencidos alguns obstáculos. Para comprar ingresso no totem, é bom estar em forma. O ingresso cairá no chão e o cliente terá de agachar para pegá-lo, o que pode ser constrangedor. Questionado sobre o bebedouro, o funcionário respondeu de maneira ríspida. O ar-condicionado deve estar ligado, mas não a ponto de deixar o espectador incomodado com o frio. Nada mais chato do que, em vez de sair falando do filme, a plateia reclamar da temperatura.
Ponto alto: Sala ampla e com programação variada
Ponto baixo: Temperatura do ar-condicionado muito baixa

No Butantã, o ideal é ir com tempo e optar por filmes curtos. Os poucos funcionários fazem tudo ao mesmo tempo – o que compromete o atendimento. Não há muitas opções na bonbonnière. As poltronas são duras e falta estofado em alguns apoios de braços. A sala tem inclinação e cheiro ruim. Entretanto, a área reservada para deficiente é adequada: a passagem é larga, de fácil acesso para entrada e saída, tem poltrona para acompanhante e está em local privilegiado (no fundo da sala).
Ponto alto: Boa área reservada para cadeirantes
Ponto baixo:  As poltronas são desconfortáveis

A bilheteria do Center Norte fica no térreo e as salas em um piso acima, com acesso por escada rolante ou elevador. No dia da visita, porém, o elevador estava sem luz, o que dificultaria o acesso de um cadeirante. Antes da sessão, o banheiro feminino estava sujo, com papel jogado pelo chão em várias cabines. Apesar da qualidade na exibição do filme e do bom atendimento, apenas dois guichês estavam abertos e o lugar ainda perdeu pontos pelo pouco espaço entre as poltronas e entre a tela e a primeira fileira.
Ponto alto: Qualidade do som e atendimento eficiente
Ponto baixo:  Banheiros sujos e mau cheiro no corredor

Ao lado da estação de metrô Tamanduateí, o Central Plaza ocupa um espaço amplo dentro do shopping, o que o possibilita ter dez salas confortáveis e espaçosas. Apesar de não ter nada excepcional, o complexo segue o padrão da rede Cinemark: qualidade de som e imagem, possibilidade de comprar ingressos online e bonbonnière recheada de quitutes. O local também é bem sinalizado e acessível, com banheiros limpos. No entanto, na hora do filme, é preciso ter paciência para as longas propagandas e trailers.

Ponto alto: A sala XD tem excelente qualidade de imagem
Ponto baixo:  A programação dá prioridade para filmes dublados

No Cidade Jardim, tudo é bem próximo da perfeição. Atendimento gentil; bonbonnière variada, que inclui opções como croissants e minichurros; ambientes bem sinalizados e decorados; e poltronas muito confortáveis. Isso sem falar na sala premium com garçonetes servindo de vinho a sanduíches durante o filme, de forma discreta e eficiente.

Ponto alto: Todas as poltronas sobem os braços e inclinam levemente
Ponto baixo:  Limpeza quase impecável: ha- via um saco de pipoca no chão

O Cine Caixa Belas Artes é um ‘cinema de grife’. Com visual arrojado e programação voltada para filmes de arte, tem, no entanto, aspectos que mereceriam mudanças. Uma bilheteria com atendimento eficiente e rápido, mas sem totens eletrônicos, é um desses pontos. Pouco espaço para as pernas entre as poltronas é outro.

Ponto alto: Bons preços na bombonniére
Ponto baixo:  Os encostos altos podem dificultar a visão

A programação é o forte do Cine Livraria Cultura, sem espaço para blockbusters. Embora a sala não tenha uma boa elevação – o que permite que cabeças invadam o seu campo de visão –, as poltronas são confortáveis. Sentar na primeira fileira não é um problema, pois a distância para a tela é adequada.
Ponto alto: Programação com bons filmes
Ponto baixo:  Faltam totens para aliviar a fila

No Cine Sala, o saguão clean e elegante dá acesso a uma sala que passou longe das inovações tecnológicas, mas é bastante confortável. Quem quiser uma experiência diferente também pode trocar as tradicionais poltronas por amplos sofás. Pena que, no dia da visita, uma falha tenha interrompido a projeção do filme.
Ponto alto: Ambiente e bonbonnière
Ponto baixo:  Falha na projeção e bilheteria na rua

A tela gigante e a ótima qualidade de projeção e som da sala Extreme Digital fazem valer a ida ao Eldorado. A ampla área da bonbonnière, com mesinhas e sofás, torna a espera mais agradável. O atendimento, apesar de gentil e eficiente, teria sido mais rápido se todos os caixas estivessem abertos no dia da visita, um sábado à tarde.
Ponto alto: Ótima qualidade de imagem e som
Ponto baixo:  Os banheiros estavam sujos

As filas são constantes no Espaço Itaú – Augusta. Um consolo é esperar pela sessão entre os bancos e mesas do saguão, que conta até com livraria. Ver um filme na sala 2, entretanto, não é tão bom: as poltronas são estreitas e não levantam os braços; a sala sem inclinação faz das últimas fileiras as piores.
Ponto alto: Espaço de convivência e café
Ponto baixo:  Bilheteria com poucos guichês

Apesar de estar dentro de um shopping, o Frei Caneca mantém o aconchego que os cinemas de rua costumam oferecer. Com um saguão confortável, embora mal sinalizado, é um cinema bonito, mas decepciona por dentro. Nas salas, as poltronas são duras e a disposição das fileiras pode atrapalhar a visibilidade em alguns pontos.
Ponto alto: Clima aconchegante
Ponto baixo:  Disposição das poltronas

 

O luxo é a marca do Iguatemi: com salas bem cuidadas, bons assentos, um atendimento impecável e um saguão agradável, é um ótimo cinema. A sala premium, com poltronas confortáveis e reclináveis, torna as sessões ainda melhores.
Ponto alto: Conforto das poltronas e bonbonnière
Ponto baixo:  Excesso de publicidade antes do filme

Os atrativos do Interlagos ficam na entrada, com a bonbonnière boa e a bilheteria ágil. No entanto, as salas decepcionam. Na maior delas, a de número 2, as poltronas não tinham numeração, estavam sujas, e a inclinação do espaço é quase nula.
Ponto alto: Saídas práticas e bem sinalizadas 
Ponto baixo:  Programação sem novidades

Dentro de um shopping, o Interlar Aricanduva não está preparado para o grande público que deve receber. As bilheterias possuem poucos atendentes e o saguão não tem nenhum lugar para descanso, apesar da sala ampla e bem equipada.

Ponto alto: Telas gigante e boas poltronas
Ponto baixo: A má sinalização das salas

O Itaim Paulista está entre os piores cinemas da cidade. Com apenas duas salas, tem programação restrita a blockbusters ou filmes infantis. No dia da visita, a luz exterior vazava para o espaço de exibição, prejudicando ainda mais a projeção ruim.
Ponto alto: Poltronas confortáveis
Ponto baixo:  Salas com som e projeção ruins

Bilheteria organizada e cinco totens garantem a agilidade na compra do ingresso no Jardim Sul. Tudo vai bem, até subir as escadas e encontrar a bonbonnière e as salas. Higiene não é o forte em ambas. E o telão da sala 7 vibrava tanto que sugeria poder despencar a qualquer momento.
Ponto alto: Bilheteria com muitos atendentes e totens
Ponto baixo:  Vibração do telão da sala 7 atrapalhou o som do filme

No JK Iguatemi, o preço alto dos ingressos se converte em conforto. Amplo, o hall conta com duas bonbonnières. Além de salas limpas, o complexo tem projeção e som que não merecem ressalvas e poltronas excelentes – tanto no formato convencional quanto no premium.
Ponto alto: As salas premium são pequenas e aconchegantes
Ponto baixo: Bilheteria lenta e atendentes mal informados

Ótimo atendimento na bilheteria e salas confortáveis fazem valer a visita ao Kinoplex Itaim. Também há sempre boas opções de programação. Mas existem poréns: na bonbonnière não se encontra nada além de pipoca e refrigerante, o hall apertado é desagradável quando o cinema está cheio e não existe bebedouro.
Ponto alto: Boa visibilidade em toda a sala
Ponto baixo: Poltronas estavam rangendo

Atendimento ágil, lounge amplo, salas confortáveis e limpas, e projeção impecável. A experiência no Kinoplex Vila Olímpia só não foi 100% por conta da mesa de apoio das poltronas da sala premium. Algumas rangiam ao serem manipuladas. Também havia pessoas que insistiam em usar o celular durante a sessão.
Ponto alto: Poltronas confortáveis
Ponto baixo: Ruído da mesinha da sala premium

O Lapa Centerplex é um típico cinema de bairro. Sem filas e com muitas famílias, mas com uma bonbonnière modesta e sem nenhum tipo de preocupação com a projeção ou a qualidade de som. No banco de espera, crianças brincavam jogando pipocas, deixando o hall todo sujo. E ninguém se mobilizou para limpar.
Ponto alto: Agilidade na bilheteria
Ponto baixo: Hall estava sujo de pipoca

A programação do Mais Shopping Largo 13 é exibida em letreiros antigos, fixados no topo da bilheteria. A bonbonnière tem boa variedade de itens e conta com uma paleteria anexa. Na sala, uma experiência inédita: assistir a um filme com as luzes da sala acesas e o ar-condicionado desligado. Problemas resolvidos apenas 35 minutos após o início da sessão. No banheiro, o único cesto de lixo na área dos lavatórios era usado para manter a porta de entrada aberta.
Ponto alto: Bonbonnière ampla e com grande variedade de produtos
Ponto baixo: Desatenção dos funcionários com os procedimentos da sala

Um dos cinemas mais antigos da cidade, construído nos anos 1940 no centro, o Marabá teria tudo para conquistar os cinéfilos e se firmar como ponto turístico pela sua arquitetura. Mas a má conservação das salas e dos banheiros, o aspecto decadente do hall e da bonbonnière e a programação focada nos blockbusters prejudicam a avaliação.
Ponto alto: O ingresso custa mais barato do que em outras redes
Ponto baixo:  Instalações mal conservadas e preço alto da pipoca

No Market Place, a experiência pode ser bastante agradável. Principalmente se o filme escolhido estiver sendo exibido na sala Extreme Digital, com tela bem maior que as normais e excelente qualidade de som. Há boa inclinação e assentos confortáveis, mas a distância entre as fileiras de poltronas poderia ser maior.
Ponto alto: Potência e qualidade do som
Ponto baixo:  Filas são frequentes

Ambiente limpo e com aspecto de novo, do carpete às poltronas, no Metrô Boulevard Tatuapé. Porém, no dia da visita, uma poltrona estava quebrada. Com a sala vazia, não foi necessário recorrer à primeira fila, que fica muito próxima à tela e compromete a experiência. Bom atendimento na bilheteria e bonbonnière.
Ponto alto: Projeção com boa imagem e som
Ponto baixo: Primeira fila próxima da tela

A poltrona do cinema do Metrô Itaquera, acolchoada e com encosto para a cabeça, é o melhor do complexo. Mas as pessoas vão ver filmes, não para descansar. A projeção estava desfocada em alguns momentos e os preços da bonbonnière são altos. Há lugares marcados. Mas peca pela ausência de bebedouro.
Ponto alto: Conforto da poltrona
Ponto baixo:  Preços da bonbonnière

O Metrô Santa Cruz ocupa um andar exclusivo do shopping. As salas são espaçosas e o declive é bom o suficiente para se ter uma visão confortável da tela. No entanto, a localização privilegiada pode gerar certa confusão. A bilheteria fica no piso inferior, próxima à movimentada praça de alimentação. Após comprar o ingresso, é preciso, então, subir a escada rolante ou usar os elevadores do shopping que são lentos e cheios.
Ponto alto: As salas possuem boa qualidade de som e imagem
Ponto baixo:  Grandes filas aos fins de semana e à noite

A maior sala do Metrô Tatuapé tem pé direito alto e acústica razoável. As poltronas são baixas e não há lugar marcado. Nem pense em beber muito refrigerante: o banheiro fica na área externa do cinema – e você terá de sair com o ingresso na mão para retornar.
Ponto alto: Área para deficientes no fundo da sala
Ponto baixo: Poltrona pouco confortável e banheiro longe das salas

Ao visitar o Metrô Tucuruvi, prefira comprar os ingressos nos totens eletrônicos. A bilheteria física é pequena para um cinema com seis salas. Se houver filas na bonbonnière, há mais uma próxima às confortáveis salas do complexo.
Ponto alto: Fácil acesso do metrô e do terminal de ônibus
Ponto baixo:  A sala XD não difere muito de outra sala comum

A bilheteria do Mooca Plaza é estreita, com poucos guichês, e a fila invade o corredor do shopping em dias mais concorridos. Para compensar, há sete totens para compra de ingressos. Um dos caçulas da rede Cinemark na cidade carrega o bom padrão da marca nos demais quesitos. Mas, no banheiro, duas cabines tinham com poças de água no piso. Como estavam limpas, a impressão é que os funcionários esqueceram de drenar a água usada na limpeza.
Ponto alto: Grande quantidade de totens para a compra de ingressos
Ponto baixo:  Bilheteria estreita e com poucos guichês

O interior da sala do Pátio Higienópolis segue o padrão da rede Cinemark. Boa qualidade de projeção, amplo espaço, poltronas confortáveis. Mas o complexo precisa de ajustes. Uma reforma no hall deixa a área ainda mais apertada, a sinalização é confusa e os totens de compra de ingresso ficam escondidos atrás da bilheteria.
Ponto alto: Boa estrutura para deficientes
Ponto baixo: Bilheteria fica exposta ao sol

Chegue cedo se quiser assistir a um filme no Pátio Paulista ou então vá direto aos totens de compra, pois a fila para a bilheteria é grande. Com lugares marcados, o cinema tem boa visibilidade e a cadeira é confortável, além da ótima qualidade de imagem. Pena que o som parecesse ‘estourado’ em alguns momentos.
Ponto alto: Qualidade de projeção
Ponto baixo:  Atendimento lento

Não poder escolher o assento ao comprar o ticket foi o primeiro sinal de que a experiência no Penha não seria boa. Na maior sala, muitos equívocos: poltronas claustrofóbicas, péssima projeção (uma tevê de tubo seria melhor) e o público, advertido inúmeras vezes pela lanterninha sobre o uso de celulares.
Ponto alto: Bonbonnière com bons preços
Ponto baixo:  Projeção de baixa qualidade

No Plaza Sul é preciso ir com tempo. A sinalização até a bilheteria (só um pequeno guichê) é precária e o atendimento demorado. Com ingresso na mão, suba pelo elevador, atrás da bilheteria. Há opção de escada rolante, mas esta é bem mais estreita que as demais do shopping. Não há muitos doces na bonbonnière, mas a vitrine costuma ficar repleta de pipoca.
Ponto alto: A inclinação da sala proporciona boa visão da tela
Ponto baixo:  As instalações são antigas e pouco funcionais

O Raposo Shopping tem uma estrutura um pouco diferente de outras salas do Cinemark. Sem um saguão próprio, a bilheteria se volta para uma parte do shopping, e, apesar de ter vários caixas e três atendentes, só um guichê estava em funcionamento no dia da visita. Enquanto isso, a fila só aumentava… A bonbonnière, com balcões voltados para o corredor das salas e para o saguão, também só tinha um caixa em funcionamento. O lado bom: ao menos os assentos são confortáveis.
Ponto alto: Os assentos são ótimos para sentar a dois
Ponto baixo:  Funcionários despreparados, da bilheteria à bombonniére

No Reserva Cultural, a confusão começa na bilheteria, que fica entre uma faculdade e um teatro. Apenas dois guichês atendendo e a falta de informações visíveis sobre os horários dos filmes também não facilitam a vida do frequentador. Mas os sacrifícios valem a pena para conferir a excelente programação. O clima no hall – que reúne café, restaurante e livraria – também é bem agradável. Dentro da sala, a abertura da porta joga luz em cima da tela e atrapalha se alguém entrar depois do início da sessão.
Ponto alto: Hall reúne café, restaurante e livraria
Ponto baixo:  Espaço entre as fileiras poderia ser maior

 

O cinema do Santana Parque Shopping não sai da média. A bonbonnière serve opções básicas, como pipoca, nachos e hot dog. O atendimento não é ruim, mas também não chega a ser solícito. A sala tem boa inclinação, mas perde pontos por uma projeção não tão nítida. Os encostos das poltronas são confortáveis e reclinam levemente, mas só nas últimas fileiras levantam os braços.
Ponto alto: Bilheteria, salas e bonbonnière ocupam um andar exclusivo
Ponto baixo: Falta sinalização clara para banheiros e bebedouros
O fato de bilheteria estar no piso inferior e o cinema, no superior não chega a ser problema no Shopping D. É prudente, levando em conta que a fila na bilheteria é longa. Há atendentes prestativos que indicam até tomada para carregar o celular no saguão (elas estão localizadas nos pilares). As poltronas são reclináveis, os braços levantam e têm apoio central acolchoado. Possui uma sala com tecnologia Extreme Digital.
Ponto alto: Tem boas poltronas para ir a dois
Ponto baixo:  Há bastante frequência de adolescentes

O SP Market está e não está em um shopping. Apesar de ficar no mesmo terreno que o shopping em questão, tem um prédio só para si, uma espécie de anexo – vantagem para quem quer ver filmes, mas não ver lojas. Além disso, a maioria de suas distinções é abaixo da média. A bilheteria é bem equipada, com vários totens eletrônicos. A sala, com tela grande, também é prejudicada por poltronas desconfortáveis.
Ponto alto: A tela é grande; o som e a projeção são bons
Ponto baixo:  O atendimento da bilheteria deixa a desejar

 

O Splendor Paulista é para quem prefere ser mimado. As duas únicas salas do complexo são do tipo premium, com serviço de garçom e poltronas maiores. Elas, por sinal, são bastante confortáveis, mas o braço lateral não se levanta (algo ruim para os casais). Antes de entrar na sala, sente em uma das cadeiras da sala de espera e dê uma olhada no cardápio. Ele lista boas opções de comidas e bebidas – incluindo alcoólicas, como vinhos e uísques –, mas prepare-se para os preços altos. Depois, é só esperar para receber o pedido discretamente durante a exibição.
Ponto alto: As duas salas costumam ter programação diversificada
Ponto baixo:  As poltronas próximas à parede reclinam menos

No VillaLobos a experiência é agradável. As instalações costumam estar limpas e a bonbonnière é recheada de guloseimas. Em algumas salas há fileiras inteiras de poltronas D-BOX, acentos que se mexem conforme as ações do filme exibido. A opção é bastante procurada por famílias. Entretanto, a experiência é leve – às vezes, decepcionante.
Em caso de filmes em 3D, os óculos infantis e adultos (todos embalados e higienizados) são entregues no ato da compra do ingresso.
Ponto alto: Os atendentes são simpáticos e solícitos
Ponto baixo:  A inclinação da sala poderia ser melhor

 

Enquanto a primeira sessão do dia de ‘Pinguins de Madacasgar’ deveria estar começando no West Plaza, a bilheteria sequer estava aberta. O cinema é mal projetado. Cadeiras da frente e de trás são maiores, o que atrapalha a visibilidade de quem estiver no meio. A sessão começou e nenhum funcionário se preocupou em fechar a porta da sala, o que foi feito por um espectador. Mesmo assim, o barulho da praça de alimentação invadia a sala. Experiência ruim para quem quer tranquilidade no cinema.
Ponto alto: Público se manteve educado durante a sessão
Ponto baixo:  Desorganização dos funcionários

O CRI-CRÍTICO 

Diário mal-humorado
Ele não gosta de nada, mas vai ao cinema assim mesmo
cri.critico at estadao.com

Testar a estrutura e a programação dos cineclubes e das salas especiais da cidade é tarefa para um especialista e cinéfilo… bem crítico. Por isso, chamamos o nosso colunista para fazer sua análise sobre seis desses espaços

O Centro Cultural São Paulo divide suas sessões em duas salas adequadas. Ambas têm 100 lugares, são bem equipadas e têm uma inclinação boa. Entre cópias digitais e em película, ainda inclui muita exibição em DVD – o que, para mim, não é muito diferente de assistir em casa. Mas a programação é eclética, com seleções temáticas que misturam clássicos, independentes e até alguns sucessos hollywoodianos.  É o caso da mostra ‘Em Família’, que vai até quarta (25), com títulos que discutem as relações familiares. Não costuma lotar, mas o movimento é bom – principalmente de estudantes.

Antigo cinema comercial dos anos 50, agora, é um espaço da Prefeitura. De todos os cineclubes citados, o Cine Olido é, de longe, o mais nostálgico. Um tanto largado, compensa pela atraente programação. Além de ter mostras especiais, tornou-se um espaço para amantes dos filmes de caubóis, com sessões frequentes de velhos faroestes. Exibe DVD, cópias digitais e em película – estas nem sempre em bom estado. Ele poderia estar mais conectado à programação da própria galeria onde se encontra. Mesmo com um ambiente decadente, ainda é símbolo de resistência do centro da cidade.

O Museu da Imagem e do Som é o lugar onde imagino haver mais abertura para apresentar o cinema de forma lúdica. Como o Museum of the Moving Image, em Nova York, que – além de expor itens como cenários, figurinos, objetos de cena – propõe uma exposição interativa, para o visitante entender melhor a indústria cinematográfica. Seria perfeito para o MIS. Afinal, eles já provaram ser bastante criativos em mostras como as dos cineastas Georges Méliès e Stanley Kubrick. E ganharam pontos ao instalar uma cabine de exibição de cenas célebres. A sala, um auditório adaptado, está preparada para receber seleções que dialoguem com as exposições em cartaz.

No Cinusp, se você não é aluno da USP e trabalha em horário comercial, esqueça. Nunca chegará à Cidade Universitária a tempo de pegar as senhas das sessões mais interessantes do Anfiteatro (equipado com projetor tanto para digital como para película). Já o prédio do Centro Universitário Maria Antônia é mais tranquilo e funciona nos fins de semana. A sala, com capacidade para 70 pessoas, é pequena, assim como a tela. E a programação, em cópias digitais e em DVD simples, contempla clássicos e alternativos. Vale por ser grátis e atrair um público cinéfilo variado, misturando jovens e aposentados.

O Centro Cultural Banco do Brasil já abrigou mostras grandiosas, como as retrospectivas de Woody Allen, Clint Eastwood e Alfred Hitchcock. Pena que o espaço nem sempre comporte tamanha pretensão. Com apenas 70 poltronas, fica bem complicado conseguir ingresso para as seleções mais concorridas. Dependendo da obra, o tamanho pequeno da tela também pode frustrar. Mas o clima cineclubista fica perfeito quando o CCBB foca em apresentar nomes novos ao grande público – como o panorama sobre o documentarista francês Nicolas Philibert, que termina na segunda (23).

Curto muito o espaço do antigo Matadouro, que sedia a Cinemateca desde 1992. Só acho que deveria ser melhor aproveitado. Além de exibir e abrigar o incrível acervo de filmes e documentos, poderiam fazer exposições esporádicas e manter ali uma mostra permanente sobre a história do cinema brasileiro e latino-americano. A sala menor é mais rústica, de clima nostálgico. Já a maior, com 210 lugares, tem estrutura moderna (foto). A exibição de filmes na área externa deveria virar projeto fixo. A demanda por exibições do tipo durante a Mostra Internacional, no Ibirapuera, demonstra o interesse do público.

PESQUISA DE PREÇO

Nos cinemas testados, o preço de um refrigerante médio pode variar R$ 3,25. No caso da pipoca, a diferença é maior – com variação de até R$ 7 entre elas

R$  9,25 é o preço do refrigerante médio mais caro, servido no JK Iguatemi

R$ 6 é o preço do refrigerante médio mais barato, no Espaço Itaú – Augusta

r$ 7 é quanto custa a pipoca pequena mais cara, servida no Marabá

r$ 4 é o preço da pipoca pequena mais barata, vendida no cinema Itaim Paulista

AGORA, O LANTERNINHA

Os piores cinemas em algumas categorias principais também merecem ser mencionados. Nem que seja para você passar longe deles

Pior sala. A disputa foi acirrada. Infelizmente. Empataram nesta categoria o Butantã (sala com pouca inclinação e cheiro de carpete velho), o Mais Shopping Largo 13 (projeção ruim e com imagem desfocada) e o Itaim Paulista (a luz da sala de projeção vazava para dentro do ambiente escuro, por meio de uma fresta).

Pior poltrona. Entre os assentos do Penha (estreitos e claustrofóbicos) e do Metrô Tatuapé (antigos, baixos e desconfortáveis), os dois levaram a pior.

Pior bilheteria. Com um guichê pequeno, no meio da praça de alimentação, alguns atendentes ‘perdidos’ e uma falha no sistema no dia de nossa visita, o Plaza Sul fez por merecer esse prêmio.

Piores instalações. Ambientes mal cuidados e de aparência envelhecida podem ser observados nos três cinemas que dividem essa estatueta. São eles: o Butantã, o Marabá e o Plaza Sul.

Pior bonbonnière. Nem o atendimento simpático salvou a bonbonnière do Marabá. O local, pequeno e feio, tem pouca variedade e preços altos. A pipoca servida no dia da avaliação estava fria e era de má qualidade.

DETALHES INCONVENIENTES 



Na sessão assistida pelo Divirta-se no Mais Shopping Largo 13, esqueceram-se de apagar as luzes – elas ficaram ligadas durante 35 minutos. E o ar-condicionado, durante esse tempo, ficou desligado.

No Center Norte, três cabines do banheiro tinham (muito) papel fora do cesto. O local voltou a ficar limpo – mas só depois de o filme acabar.

No Santana Parque, a sujeira da sessão anterior (pipocas e guardanapos) foi para debaixo do tapete. Ou melhor, da poltrona.

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