Quarta-feira, 25 de abril de 2012, 15:46
Americano Trombone ShortyDivulgação
Conheça as atrações da 2ª edição do BMW Jazz Festival
Ingressos vão de R$ 60,00 a R$ 120,00
Trombone Shorty
Prodígio do sopro, o americano Troy “Trombone Shorty” Andrews é um dos mais virtuosos músicos de sua geração. Nascido e criado no histórico bairro Treme de Nova Orleans, aos seis anos de idade já tocava trompete e trombone com a fluência de um adulto no grupo de seu irmão mais velho. Ainda adolescente, foi descoberto por Lenny Kravitz, que o convidou para integrar a sua seção de metais e a entrar em turnê com a sua banda.
Hoje, com apenas 26 anos de idade, o jovem músico tem experiência de artista tarimbado. Além de se apresentar frequentemente com artistas consagrados, como Jeff Beck, U2, Norah Jones e Diana Krall, seu projeto solo “Trombone Shorty & Orleans Avenue”, nomeado ao Grammy em 2010 pelo disco de estreia “Backatown”, o credenciou a participar dos maiores festivais de música do mundo. O som de sua banda – composta por Mike Ballard no baixo, Pete Murano na guitarra, Joey Peebles na bateria, Dwayne Williams na percussão, Dan Oestreicher no sax barítono e Tim McFatter no sax tenor – mistura o jazz tradicional de Nova Orleans com funk e soul, apimentado por levadas de rock e hip-hop.
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Ambrose Akinmusire Quintet
O trompetista e compositor Ambrose Akinmusire é um dos mais promissores nomes da nova geração do jazz. O disco de estreia do jovem músico americano de 28 anos, ‘When the Heart Emerges Glistening’, foi um dos mais aclamados de 2011. O jornal New York Times incluiu o CD na lista dos melhores do ano e descreveu o quinteto de Akinmusire – composto pelo saxofonista Walter Smith III, o pianista Gerald Clayton (que integra o The Clayton Brothers), o baixista Harish Raghavan e o baterista Justin Brown – como um dos mais originais do gênero na atualidade, destacando o som ágil, com instintos pop, que vai além das velhas e recorrentes fórmulas do jazz contemporâneo.
O Los Angeles Times o incluiu em sua lista de “Nomes para ficar de olho”, em 2011, e escreveu que “Akinmusire soa menos como uma estrela em ascensão e mais como uma que já estava nas alturas apenas esperando para ser descoberta”. O grande salto de sua carreira aconteceu aos 19 anos de idade quando o saxofonista Steve Coleman, considerado por muitos o padrinho espiritual da atual cena criativa do jazz, o recrutou para integrar a sua banda “Five Elements”. A influência do músico somada à repetição de mantras como “Eu não quero ser confinado pelo meu instrumento” e “Tudo o que não amo não fará parte da minha música” foram os grandes responsáveis para que o trompetista começasse a buscar a sua própria voz. Em 2007, Akinmusire venceu o Thelonious Monk International Jazz Competition e o Carmine Caruso International Jazz Trumpet Solo Competition, dois dos mais prestigiados prêmios de jazz do mundo.
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Charles Lloyd Quartet
Do momento em que começou a ganhar destaque como o jovem diretor musical do Chico Hamilton Quintet, nos anos 60, até hoje, Charles Lloyd transitou por diversas linhas do jazz com uma consistência que poucos conseguem alcançar. Considerado um dos grandes vanguardistas do gênero, em mais de meio-século de carreira o compositor antecipou a World Music ao incorporar ritmos de culturas variadas às suas canções, no final dos anos 50, e foi um personagem essencial no movimento psicodélico da década seguinte, quando ajudou a ditar novas tendências à música com improvisações inovadoras. Os nomes com quem tocou no início de sua trajetória incluem Cannonball Adderley, B.B. King, Howlin’ Wolf e The Beach Boys. LLoyd foi um dos primeiros artistas de jazz a ultrapassar a marca de um milhão de discos vendidos, com “Forest Flower: Live at Monterrey” (1966).
Gravado junto com ninguém menos do que Keith Jarret (piano), John DeJohnette (bateria) e Cecil McBee (baixo), tido hoje como um dos maiores quartetos da história, o álbum levou o grupo rodar o mundo e a penetrar em um cenário antes impensável para uma atração de jazz. Suas músicas passaram a ser veiculadas em rádios FM e a banda começou a tocar em casas de shows, como a lendária Fillmore East, em São Francisco, reservadas até então a estrelas do rock, onde chegou a dividir noites com Jimi Hendrix, Janis Joplin, Cream, The Greatful Dead e Jefferson Airplane. O saxofonista causou espanto no mercado quando, no auge de sua carreira, em 1970, largou o quarteto e entrou em um período de reclusão, motivado por uma busca interior.
Após uma década de silêncio, o saxofonista voltou à cena quando o jovem pianista francês Michel Petrucciani, de 18 anos, o procurou em seu retiro. Visando a introduzir o talentoso artista no mercado, LLoyd participou da gravação de seus três primeiros álbuns e o acompanhou em turnês pelos EUA, Europa e Japão. Com a sensação do dever cumprido, em 1983 voltou ao ostracismo forçado. O novo retorno só se deu no final da década de 80 e de lá para cá o músico não parou mais. Hoje, aos 74 anos, o músico se apresenta com o quarteto composto por Jason Moran (piano), Reuben Rogers (baixo) e Eric Harland (bateria), considerado por alguns o melhor grupo com quem já tocou e com quem já gravou 2 discos: “Rabo de Nube” em 2008 e “Mirror” em 2010. Jason Moran é uma das mais marcantes referencias do piano contemporâneo no Jazz, Reuben Rogers atuou na banda de Wynton Marsalis e Joshua Redman, entre outros, e Eric Harland, que já tocou com Betty Carter e Terrence Blanchard, atende pelo apelido de Hércules.
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The Clayton Brothers Quintet
A união dos irmãos John e Jeff Clayton vai além do sangue que corre em suas veias. Embora donos de carreiras independentes, a sintonia musical da dupla, fruto da telepatia natural entre consanguíneos, fez com que seus caminhos se cruzassem com frequência ao longo dos anos. Fundado originalmente em 1977, o quinteto The Clayton Brothers recebeu duas indicações ao Grammy, na categoria Melhor Álbum de Jazz, em 2009 e 2010, respectivamente, pelos discos “Brother to Brother” e “The New Song and Dance”. Distribuídos pelo selo artistShare, os álbuns foram viabilizados através do sistema de financiamento coletivo, onde o público investe na realização de uma determinada ideia e, em contrapartida, recebe uma série de recompensas. A formação atual do quinteto traz, além de John (contrabaixo) e Jeff (saxofone), o filho do baixista, Gerald Clayton (piano), que já se destaca entre os grandes da nova geração com seu premiado CD “Two Shade”, indicado para o Grammy em 2009, Obed Calvaire (bateria) e o excepcional Terell Stafford (trompete).
Dois anos mais velho do que o irmão, John ganhou reconhecimento tanto como contrabaixista de jazz quanto de música clássica. Após ocupar por cinco anos a principal cadeira do instrumento na Orquestra Filarmônica de Amsterdam, assumiu o cargo de diretor artístico da Filarmônica de Los Angeles, onde permaneceu de 1998 a 2001. Como compositor e arranjador, trabalhou com grandes nomes da música internacional que incluem Milt Jackson, Nancy Wilson, Ray Brown, Regina Carter, McCoy Tyner, Carmen McRae, Quincy Jones, Diana Krall, Kurt Elling, Dee Dee Bridgewater, Gladys Knight, Natalie Cole e Michael Buble. Jeff, por sua vez, iniciou a carreira como músico de estúdio e de estrada. Saxofonista de origem, mas também fluente em outros instrumentos de sopro, como a flauta transversa, o oboé e a trompa, participou da gravação de álbuns com Stevie Wonder, Michael Jackson, Earth Wind & Fire e Madonna, entre outros. Por vários anos, serviu como diretor musical de Diana Krall, com quem já veio ao Brasil mais de uma vez.
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Corea, Clarke & White Forever
Compositor fecundo, pioneiro do jazz e um indiscutível virtuoso das teclas, o pianista Chick Corea é uma lenda viva da música. Com 16 prêmios Grammy recebidos ao longo da carreira, o americano de 70 anos figura entre os dez artistas que mais foram agraciados na cerimônia, além de ter sido indicado 56 vezes. Sua carreira deslanchou no final dos anos 60, quando ainda tocava com Stan Getz e foi convidado por Miles Davis para substituir Herbie Hancock em sua banda, participando das gravações que nortearam o estilo jazz fusion. Em 1972, criou o projeto Return to Forever, cuja formação original trazia os brasileiros Flora Purim e Airto Moreira, além de Stanley Clarke e Joe Farrell. Com um currículo de mais de cem discos, Chick Corea sempre esteve na vanguarda, produzindo incansavelmente em busca de novas sonoridades.
Novamente com Clarke e mais o baterista Lenny White, montou uma reedição compacta da antológica banda. Em 2011, o trio conquistou o Grammy de melhor instrumental do Jazz pelo álbum “Forever”. Outro gigante do gênero, o compositor e baixista Stanley Clarke também construiu uma sólida carreira, tanto como artista solo quanto como músico de estrada e de estúdio. Dez anos mais novo do que o pianista, é dono de uma extensa discografia autoral, com mais de vinte álbuns lançados, e trabalhou com nomes da grandeza de Paul McCartney, George Duke, Keith Richards, Stan Getz, Joe Henderson e Horace Silver. Autodidata, o baterista Lenny White ganhou notoriedade ao participar das sessões do seminal “Bitches Brew” com Miles Davis. Com 15 discos lançados em sua carreira solo, também gravou e tocou com artistas renomados como Joe Henderson, Woody Shaw, Gato Barbieri, Gil Evans, Stan Getz, Jaco Pastorius, Carlos Santana.
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Darcy James Argue's Secret Society
Por conta do sucesso avassalador de seu álbum de estreia “Infernal Machines,” de 2009, o compositor e maestro Darcy James Argue, que estudou com Bob Brookmeyer, é hoje um dos músicos de jazz contemporâneo mais citados pela crítica especializada. Gravado por sua big band de 18 componentes, a Darcy James Argue’s Secret Society, o disco recebeu uma indicação ao Grammy no ano seguinte. Com arranjos ambiciosos, que vão do rock à música clássica, com uma sonoridade de jazz avant garde, o grupo vem sendo aclamado na imprensa americana e europeia.
O crítico John Eyles, do BBC.com, afirma que o maestro faz “uma síntese criativa quase perfeita entre tradição e inovação”, enquanto no New York Times, Ben Ratliff exalta seu “grande e amplo vocabulário musical”. Em 2010, o músico canadense conquistou os prêmios de Revelação e de Melhor Grande Orquestra do ano, em eleição feita pela Associação de Jornalistas de Jazz de Nova Iorque. Composta por cinco saxofonistas/flautistas, entre os quais se incluem John Ellis e Erica Von Kleist, cinco trompetistas, com destaque para Ingrid Jensen, cinco trombonistas, incluindo Louis Bonilla, um guitarrista, um pianista, um baixista e um baterista, a Secret Society acrescenta positivamente um novo olhar à tradição das Big Bands do Jazz.
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Maceo Parker e convidados Fred Wesley & Pee Wee Ellis
O nome de Maceo Parker se confunde tanto com a história do funk americano, que é até difícil dizer se foi ele quem veio primeiro ou se foi o gênero. Sua trajetória começou a ser traçada em meados dos anos 60, quando foi convidado pelo papa do soul James Brown a integrar a sua banda, The JB’s, um dos encontros musicais mais memoráveis de todos os tempos. O saxofonista permaneceu no grupo de seu “padrinho” até 1975, mas, paralelamente, já produzia seus primeiros discos autorais, com o lançamento de três álbuns naquela década. Ainda nos anos 70, caiu no gosto de Bootsy Collins e George Clinton, outros dois mitos da música negra do país, fazendo parte da formação dos também lendários Funkadelic e Parliament. Sua carreira solo teve início definitivo em 1990, com o CD Roots Revisited, mas o músico continuou participando de gravações e turnês com diversos artistas, como Ray Charles, Ani Difranco, James Taylor, De La Soul, Dave Matthews Band e o Red Hot Chilli Peppers. Hoje, soma 15 álbuns próprios em sua discografia. Em 2011, pela primeira vez em 20 anos, Maceo se reuniu com os antigos companheiros do The JB’s, o saxofonista Pee Wee Ellis e o trombonista Fred Wesley, dois artistas também consagrados em suas carreiras independentes. Acompanhados de uma banda que inclui guitarra, baixo, bateria, teclado e vocais, o trio revive na turnê uma das seções de sopro mais celebradas da história da música.
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Ninety Miles: Christan Scott, Stefon Harris e David Sanchez
Criado por três jovens e premiados músicos da nova geração do jazz, o projeto Ninety Miles (uma referência às noventa milhas que separam Cuba dos EUA) nasceu com o propósito de estabelecer um vínculo no conhecido intercâmbio musical entre a ilha caribenha e o país norte-americano. O trompetista de Nova Orleans Christian Scott (vencedor do Edison Award, versão europeia do Grammy, em 2010), o vibrafonista nova-iorquino Stefon Harris (quatro vezes indicado ao Grammy) e o saxofonista portorriquenho David Sánchez (vencedor do Grammy Latino, em 2004) rumaram para Havana, onde, no período de uma semana, gravariam o disco que encurta ainda mais a distância que divide as duas nações.
O trio recrutou os pianistas locais Rember Duharte e Harold López Nussa para as sessões, cujo resultado foi uma fusão modernista entre o jazz e a música afro-cubana. A ousadia harmônica e rítmica das composições dos três evidenciam as influências diversas de cada um deles. Ouvindo-se o disco é fácil identificar o conteúdo melódico de blues e gospel de Harris, o bebop afro-cubano de Sánchez, fruto de sua participação na banda de Dizzy Gillespie, e a extensa experiência junto ao jazz fusion de Scott.
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Toninho Ferragutti, Bebê Kramer e convidados
É difícil pensar na cultura e na música popular do Brasil sem o acordeom. Sanfona, gaita, concertina, harmônica – suas denominações são tão diferenciadas quanto a própria inserção do instrumento na tradição musical de nosso país. Nos últimos anos a sanfona tem tido uma participação crescente e diferente do regionalismo herdado de Luiz Gonzaga, na qual Toninho Ferragutti tem participação fundamental. No inicio de 2011 ele formou uma dupla com o gaúcho Bebê Kramer para participar da mostra Reflexos, que congregou duos de instrumentistas do Brasil e do mundo. O sucesso do encontro gerou um repertório próprio da dupla que se concretizou numa turnê nacional e no CD “Como Manda o Figurino”, primoroso trabalho que se tornou referência da riquíssima escola brasileira do instrumento.
Com um currículo que inclui uma indicação ao Grammy Latino em 2000 pelo álbum “Sanfonemas” e a participação em shows e discos de artistas consagrados, como a Orquestra de Maria Schneider (USA), com Celine Rudolph (Alemanha), Monica Salmaso, Maria Bethania, Gilberto Gil e membro do trio 202, Ferragutti está entre os mais conceituados músicos do país. Compositor e arranjador, seu trabalho autoral explora gêneros em que o acordeom é o carro chefe, com canções que transitam pelo choro, forró, gafieira e chamamé.
Uma das grandes revelações da música instrumental brasileira, o jovem Bebê Kramer vem ganhando reconhecimento nacional e internacional como o maior acordeonista de sua geração. Com a experiência de um veterano, o gaúcho de Vacaria já tocou com grandes nomes da MPB, como Yamandu Costa, Moraes Moreira, Hamilton de Holanda, Paulo Moura, Dominguinhos e Hermeto Paschoal. O show que o duo traz ao BMW Jazz Festival 2012 é, pois, um tributo à sanfona brasileira e conta com a participação do cearense Adelson Vianna e do paulista Gabriel Levy, dois expoentes da safra de virtuosos sanfoneiros do país.